segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A aventura do livro do leitor ao navegador

A aventura do livro do leitor ao navegador- conversações com Jean Lebrun

A Internet faz renascer o sonho de universalidade no qual toda a humanidade participa do intercâmbio de ideias. Mas suscita também  a angústia de ver desaparecer a cultura do livro. Qual é o futuro do livro? O que nos ensina seu passado? Roger Chartier nos lembra que muitas revoluções ,dentre as aquais a de Gutemberg, vividas como ameaças, criaram, pelo contrário, oportunidades e esperanças. Ele mostra por que a história do livro é inseparável dos gestos violentos que o reprimem, dos autos de fé à censura, mas, também, como a força do escrito tornou tragicamente derrisória esta obscura vontade.


As ilustrações são belíssimas, por exemplo, Georges de La Tour, Saint Jérome lisant, primeiro quartel do século XVII, Paris, Museu do Louvre.

Fiquei deslumbrada !

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Conversas de Cafetinas"



 De Sérgio Maggio

Conversas de cafetinas reúne oito perfis de donas de cabarés da Bahia. Na apresentação do livro, a jornalista Eliane Brum [ vencedora do Jabuti 2007 na categoria reportagem com A vida que ninguém vê] diz que “Sérgio Maggio andou por ladeiras de Salvador e curvas de cidadezinhas do interior baiano para escutar não prostitutas, mas cafetinas, as mulheres no comando do prazer e da dor, administradoras de não-ditos na vida das cidades.

Na esquina dessas conversas, às vezes tensas, encontram-se duas mitologias, a do repórter que veio buscar segredos, a das cafetinas que, no vício da profissão, tentam adivinhar que mercadoria agradaria mais ao freguês.”

Aqui você vai ler detalhes e os segredos das amantes perfeitas…pelas ladeiras de Salvador.

vale conferir!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche


Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche

Scarlett Marton - 282 páginas

“Extravagâncias” é resultado de textos produzidos durante 25 anos pela professora titular de filosofia contemporânea da Universidade de São Paulo (USP), Scarlett Marton. São 11 ensaios sobre assuntos diversos do pensamento nietzschiano e que evocam as circunstâncias em que foram produzidos e o contexto em que estavam inseridos. Reunidos, mas independentes uns dos outros, os textos partem de uma visão de conjunto da obra de Nietzsche. A autora leva em conta o lado corrosivo da crítica dos valores presente em Nietzsche, bem como o lado construtivo de sua cosmologia....

Scarlett Zerbetto Marton é professora titular de filosofia contemporânea da Universidade de São Paulo. Concluiu o mestrado em Filosofia na Université Paris I Sorbonne (1974), o doutorado (1988) e a livre-docência (1996) em Filosofia na Universidade de São Paulo. Além de “Extravagâncias” é autora de “Nietzsche, das forças cósmicas aos valores humanos”, “A irrecusável busca de sentido. Autobiografia intelectual”, dentre outros.

Maravilhoso!  Fica a dica.

terça-feira, 10 de abril de 2012

História Concisa da literatura brasileira


 Ao chamar concisa esta História da literatura Brasileira, quiseram seus editores pôr em destaque dois aspectos que nela reputam essenciais; de um lado, a riqueza de informações que oferece acerca de autores, obras e fases históricas de nossa literatura;de outro lado, seu caráter de síntese crítica do que tal literatura ostenta de realmente fundamental e representativo. Terceiro aspecto, não menos importantes que esses dois, e, igualmente merecedor de destaque, é o sólido conhecimento demonstrado pelo autor das modernas formulações da crítica, da historiografia e da teoria literárias, que lhe possibilitou um enfoque que tem muito de novo e de estimulante.

Bosi, Alfredo. História Concisa da literatura brasileira 2ª Ed. São Paulo Cultrix, 1972.

•546 págs. (maravilhoso!)


terça-feira, 27 de março de 2012

"Palco e Plateia - Um estudo sobre proxêmica teatral"

O teatro não se faz sem o outro. O teatro é assim. Basta um espectador, para que ele passe a existir, não como experiência isolada ou solitária de um grupo de artista ou de um texto unicamente para ser lido, como um acontecimento coletivo, envolvendo que faz e quem assiste. O leitor ideal, é certamente, o ator, o diretor, o cenógrafo, o figurinista. Mas o autor é generoso e não escreve apenas para sua gente. Seu texto ensina leitores - expectadores, como ver e viver o espetáculo. Afinal, o teatro só faz sentido como experiência compartilhada entre o artista e o espectador, entre o palco e o mundo.

Roberto Gil Camargo: Professor titular de Teatro e Literatura na Universidade de Sorocaba-UNISO- e professor-convidado de Iluminação Cênica na Esmae, em Portugal. Autor de outros livros/artigos....
Um belo livro!



terça-feira, 13 de março de 2012

O ARCO DA CONVERSA- CLAÚDIA FARES

O arco da Conversa é um livro sobre a solidão. Traz na simplicidade do título duas palavras humanas, demasiado humanas. O arco, palavra das tensões, das lutas de vida e morte. A conversa, a palavra de todas as palavras humanas, pois todo dizer é sempre um estar acompanhado. Mesmo falando sozinho, sempre ainda se fala com o passado e o futuro da língua, com  a sua memória e a sua possibilidade.

É um livro que devolve a solidão para o seu étimo, isto é, para o seu lugar próprio. Solidão, solo, soledad, saudade.  A solidão humana, o solo do ser -humano é estar em tensão com o que passou e o que pode vir a ser, é a vida de um espaço - entre, é a sonoridade de um intervalo. Um solo em profunda atividade.
Marcia Sá Cavalcante Schuback


O arco da conversa, um ensaio sobre a solidão, constitui uma abordagem inédita na bibliografia brasileira onde a solidão é analisada no rico universo da música popular brasileira, especificamente na obra do compositor Caetano Veloso.
O ensaio tem sua origem numa tese, defendida na Sorbonne, que surpreendeu pela originalidade com a qual a autora fez uso de um vasto material teórico como instrumento de leitura e compreensão do cancioneiro de Caetano Veloso.
Editores

Belíssimo!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Linguagem Poética.

                                      
A poesia parece estar mais do lado da música e das artes plásticas e visuais do que da literatura. Ezra Pound acha que ela não pertence à literatura e Paulo Prado vai mais longe: declara que a literatura e a filosofia são as duas maiores inimigas da poesia.

De fato, a poesia é um corpo estranho nas artes da palavra. É a menos consumida de todas as artes, embora pareça ser a mais praticada (muitas vezes, às escondidas). Uma das maiores raridades do mundo é o poeta que consegue viver só de sua arte. Há dois mil anos, o poeta latino Ovídio dizia que as folhas de louro (com as quais se faziam coroas para poetas e heróis) só serviam mesmo para temperar o assado.

E como poderia ser diferente? Como encontrar um modo de remunerar o trabalho e o ofício de um poeta? Rilke ficou treze anos sem fazer um único poema; Valéry, vinte e cinco anos! Outros consumiram boa parte da vida escrevendo uma obra (sem exclusão de outras): Dante, vinte anos, para a Divina Comédia; Joyce, dezessete, para a “proesia” do Finnegans Wake; Pound, quarenta para Os Cantos; Goethe, cinqüenta e cinco, para o Fausto; Mallarmé, trinta, para o Lance de Dados. Mas não é porque houve um Pelé que você vai deixar de jogar futebol; não é porque há uma Gal que você vai deixar de cantar.

O poeta é aquele artista que não está no gibi. E é aquele que ajuda a fundar culturas inteiras. Não dá pra entender a cultura portuguesa sem Camões; a inglesa sem Shakespeare; a italiana sem Dante; a alemã sem Goethe; a grega sem Homero; a irlandesa sem Joyce. Poesia é a arte do anticonsumo. A palavra “poeta” vem do grego “poietes aquele que faz”.Faz o quê? Faz linguagem. E aqui está a fonte principal do mistério.O signo verbal forma um sistema dominante de comunicação. Quer dizer: todo mundo transa, todo mundo usa, todo mundo trabalha com o signo verbal (o falado, principalmente, pois só uns 10% das línguas existentes possuem código escrito). E aí é que está: o poeta não trabalha com o signo, o poeta trabalha o signo verbal.

É um ótimo livro, leitura deliciosa.